Abotoaduras de 1,99
Há várias formas de olhar para o caminho, o início, e o fim. Ela o abraçou na frente da estátua de Cristo, ambos pairavam a figura, na praça da igreja. Havia paz. Ela disse que ia fazer um pedido. Ele pensou que aquilo era meloso demais admitir fazer ali, ele homem. Ela fechou os olhos: pedia para ficar com ele de vez, não aquela coisa implícita de vamos ficando. Ele continuou encarando Cristo, o poder.
Ela disse que nunca lhe dissesse quando começasse um novo namoro. Era o único favor que lhe pedia, seria demais? Ele cumpriu a promessa.
Ela ria uma risada gostosa, dele atrapalhado. Às vezes ele se irritava com isso. Mas só às vezes.
Ela nunca entendeu o vazio dele. Porque ela é uma pessoa cheia, ele sempre soube, culpado. Ele nunca se encheu com alguém, mas se permitiu preencher alguns, irresponsável. Pelo menos acreditou nisso. Ele acredita.
Ele não pediu, reciprocamente, que ela nunca lhe dissesse quando começasse um novo namoro. Não achava necessário. E agora? Agora, isto: o fim do fim, no fim, é barulhento como uma criança mimada, e não se cala na escuridão dos sentimentos abotoados. Mas se afoga, afinal.
Ela disse que nunca lhe dissesse quando começasse um novo namoro. Era o único favor que lhe pedia, seria demais? Ele cumpriu a promessa.
Ela ria uma risada gostosa, dele atrapalhado. Às vezes ele se irritava com isso. Mas só às vezes.
Ela nunca entendeu o vazio dele. Porque ela é uma pessoa cheia, ele sempre soube, culpado. Ele nunca se encheu com alguém, mas se permitiu preencher alguns, irresponsável. Pelo menos acreditou nisso. Ele acredita.
Ele não pediu, reciprocamente, que ela nunca lhe dissesse quando começasse um novo namoro. Não achava necessário. E agora? Agora, isto: o fim do fim, no fim, é barulhento como uma criança mimada, e não se cala na escuridão dos sentimentos abotoados. Mas se afoga, afinal.


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